Ana já estava no quarto quando enviou a mensagem.
Já estou em casa.
Não havia mais nada a acrescentar.
Ela largou o celular sobre a cama e ficou parada alguns segundos no meio do quarto, como se o corpo ainda estivesse tentando acompanhar o dia que parecia não terminar nunca. Os ombros estavam tensos, a cabeça barulhenta. Não era só a faculdade, não era só o desvio, nem só a garagem silenciosa demais. Era o acúmulo.
Desde que Lucas passara a ocupar aquele espaço na casa, tudo exigia um tipo