A porta do centro cirúrgico se fechou às 01h19.
O corredor retomou o silêncio característico das madrugadas hospitalares, mas nada ali era verdadeiramente tranquilo. Havia fluxo constante nos bastidores; profissionais cruzavam o ambiente com passos calculados, trocando informações técnicas em voz baixa. Para quem aguardava, contudo, o tempo assumia outra textura, mais espesso, menos previsível.
Natan permaneceu de pé. Não por inquietação. Mas porque sentar significaria aceitar a espera como