35. No Covil dos Sinclair
A mansão em Greenwich é… imponente.
Não.
Imponente é pouco.
É uma casa colonial, com colunas brancas na entrada, janelas enormes e um jardim impecável mesmo no inverno.
Está decorada para o Natal, mas nada exagerado. Tudo discreto, elegante, controlado. Muito… estilo Sinclair.
Lucas estaciona o carro, respira fundo e finalmente se vira para me encarar.
— Pronta? — ele pergunta, quando percebe que estou completamente imóvel.
— Não — admito, apertando a alça da mochila. — Mas você não me deixaria passar o Natal aqui dentro do carro, né?
Ele quase sorri, negando com a cabeça.
Saímos do carro, coloco a mochila nas costas e subimos os degraus da entrada. Lucas abre a porta e, caramba…
Por dentro é ainda mais intimidador.
Teto alto, lustres de cristal, escadas largas com corrimão de madeira escura. Tudo impecável.
Tudo grita dinheiro. Muito dinheiro.
— PAPAI!
Oliver surge correndo pelo corredor, com os braços abertos e um sorriso que ilumina a casa inteira.
Luca