239. Até Onde Vai Esse Controle
Fico sentada no sofá, mexendo no celular, fingindo uma normalidade que não existe, como se nada tivesse acontecido nos últimos minutos.
Como se eu não tivesse atravessado um corredor, batido na porta dele, discutido, perdido o controle e acabado de beijá-lo como se fosse a coisa mais inevitável do mundo.
Continuo rolando a mesma tela, lendo a mesma linha duas vezes sem absorver nada, enquanto o apartamento ao redor permanece em silêncio.
Do corredor, ouço o movimento de Blake indo e voltand