235. Uma Cópia Defeituosa
Acordo antes do alarme e me viro de barriga para cima, encarando o teto, com aquela lerdeza de quem dormiu, mas não descansou como deveria.
O quarto está igual ao de sempre: a mesma luz entrando pela fresta da cortina, o mesmo silêncio do apartamento pela manhã.
O mesmo vazio.
Viro de lado, puxo o cobertor até o queixo e fico quieta por mais alguns segundos, tentando entender por que, mesmo com tudo igual, tenho a sensação de que alguma coisa está fora do lugar.
A resposta vem rápido, porqu