181. A Realidade Chama
Dois meses foram suficientes para a cicatriz deixar de ser um susto e virar uma história.
No começo, olhar para a barriga do Oliver fazia meu peito apertar. Ver ele fazer um movimento mais brusco me fazia prender a respiração, e toda noite virava uma sequência de checagens silenciosas, só para garantir que ele estava bem. Respirando.
Mas, aos poucos, o medo foi perdendo espaço.
Vieram as consultas, os retornos, os “está tudo dentro do esperado”. Depois, os “está ótimo”.
Os pontos foram embo