172. Era Só Isso Que Faltava.
Fico olhando para o monitor por um segundo.
Para a linha reta que não oscila, não falha, não tenta voltar. Só permanece imóvel. Definitiva.
Por um momento, não me levanto, não me aproximo e nem digo nada. Até porque não há nada para dizer.
A mulher que acabou de morrer naquela cama é a mesma que destruiu a minha vida com uma mentira.
A mesma que colocou o meu filho em um carro, numa noite de chuva, sem cinto, sem cuidado, sem pensar em nada além de si mesma.
E, ainda assim… é a mãe dele.