Abel Arruda
Enquanto estávamos conversando ainda na varanda percebi uma presença imponente se chegando.
Logo, um vulto alto se aproximou da varanda.
Eduardo, agora com 21 anos, era a imagem cuspida do pai, mas com uma frieza no olhar que vinha da criação sob fogo.
Ele parou ao lado de Heitor, observando o tio que não via há anos com uma intensidade que me fez perceber que ele não era mais uma criança.
— Tio Abel — Eduardo estendeu a mão, o aperto firme e treinado.
— Eu ouvi. Você vai par