Entrei na sala pensando que o mundo tinha uma mania estranha de testar os meus limites.
Quase não acreditei no que eu vi.
Aurélio estava sentado na minha cadeira, de costas para a porta, observando a vista da cidade com aquela calma que havia me conquistado desde a primeira vez que nos falamos.
Quando ele girou, vi o envelope pardo sobre a mesa.
Ele não sorriu. Aurélio, o detetive que eu havia contratado para me salvar daquela loucura, pareceu tão afundado quanto eu. Quase como se o conteúdo daq