VALENTINA
A noite caiu sobre São Paulo como um manto pesado e úmido. Depois do jantar, fiz a coisa mais natural do mundo: coloquei o pequeno Benjamin para dormir. Li uma história, ajeitei os cobertores, beijei sua testa macia e apaguei a luz do abajur. Ele sorriu antes de fechar os olhos — um sorriso que, há algumas semanas, eu nunca tinha visto.
Quando saí do quarto, Leon estava encostado na parede do corredor, me esperando, fiquei nervosa automaticamente na minha mente ele podia ver que est