O corredor estava silencioso, mas não vazio. O som dos meus passos ecoava nas paredes alto demais, como se cada movimento denunciasse algo que eu ainda não tinha conseguido organizar dentro de mim. O ar parecia diferente fora daquela sala, mais leve, mais respirável… e ainda assim não para mim. Meu corpo continuava rígido, como se eu ainda estivesse sentada diante dele, sustentando aquele olhar, tentando manter uma certeza que, naquele espaço, simplesmente não teve valor.
Eu não olhei para trás