Lily não perguntou mais nada.
Foi a primeira coisa que percebi naquela manhã.
Ela acordou sem reclamar, tomou banho sem demora, escolheu a roupa que deixei sobre a cama e desceu para o café segurando minha mão em silêncio. Não perguntou pelo balanço. Não perguntou pela avó. Não perguntou pela pintura do dia anterior, nem pela mulher sem rosto que tinha guardado na pasta com tanto cuidado.
E aquilo me incomodou mais do que se ela tivesse enchido a casa de perguntas.
Porque Lily não parecia tr