Na manhã seguinte, Lily ainda estava quieta.
Não era o silêncio comum dela. Era outro. Um silêncio que parecia ter ficado preso depois da pergunta que ninguém deixara terminar. Enquanto mexia no cereal, olhou para mim de repente, séria demais para uma criança que só queria pintar.
— Você guardou minha pintura?
— Guardei.
— Onde?
— Na sua pasta, em cima da mesa de atividades.
Ela assentiu, aliviada demais por uma coisa tão pequena. Ficou alguns segundos olhando para a tigela, como se organi