Duas semanas haviam se passado desde o incidente com Sofia, mas, dentro daquela casa, o tempo parecia estagnado.
A menina já não era a mesma. Tornara-se fechada, arredia, e o silêncio que impunha ao pai doía mais do que qualquer palavra dura. Sofia se recusava a estudar, empurrava os cadernos para longe e passava os dias perguntando por Marina, como se repetir o nome pudesse trazê-la de volta.
Rafael, endurecido pelo orgulho e pela culpa que se recusava a admitir, foi categórico: Sofia estava p