Luna
A água da piscina ainda escorre pelo meu cabelo quando entro em casa com Clara enrolada na toalha.
Ela fala sem parar, animada demais para alguém que, até pouco tempo atrás, quase não falava nada. Conta como conseguiu mergulhar sozinha, como inventou um jogo novo, como a água parecia “brilhar”.
Eu sorrio e concordo, mas minha mente não está totalmente ali.
Porque eu senti.
O olhar dele.
Não como nos outros dias. Não como vigilância. Não como avaliação silenciosa.
Foi diferente.
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