Saí do quarto do paciente, carregando o prontuário na mão e analisando-o.
Instruí a enfermeira ao meu lado sobre o que fazer com um dos pacientes no prontuário.
Parei quando alguém parou na minha frente. Fui forçada a levantar a cabeça do livro, e na minha frente estava Marta.
Ah, ótimo.
— Você precisa de algo, Doutora Monroe? — Resisti à vontade de revirar os olhos.
— Sim. — Ela tinha um sorriso duvidoso no rosto. — Como tem sido a vida sem seu melhor amigo perto de você?
Arregalei os olhos para ela. Ela realmente ia fazer isso na frente de uma enfermeira?
Me virando para a enfermeira ao meu lado, a dispensei.
— O que há de errado com você, Marta? — Balancei a cabeça.
— Por que você não me conta? Quer dizer, já faz dois dias desde que ele foi expulso da alcateia. Como você acha que isso me faz sentir? — O sorriso dela se esticou. — Muito bem.
Não tinha tempo para isso.
Balançando a cabeça, passei por ela.
— Se eu fosse você, seria muito cuidadosa, Lyric. — Parei de andar.