LYRIC
Estremeci com as palavras dela. Se não houvesse tantos olhos em nós, eu teria gritado para ela ir se foder.
Ela sorriu enquanto se afastava de mim, saindo da sala para se juntar ao resto dos médicos me observando.
Inspirando para ter coragem, me aproximei do paciente. No momento em que toquei a mão dele, soube o que fazer. O que poderia ajudá-lo.
Seria uma cirurgia complexa, mas acho que conseguia fazer.
..........
FORA DA SALA.
— Espero que isso não seja uma má ideia, Marta. Você deveria ter dado a ela algo fácil para começar — uma das médicas observando expressou sua preocupação.
— É chamado de teste por um motivo, Dra. Meredith. Além disso, não se preocupe, tenho certeza de que ela consegue lidar. Ela é muito boa. — Marta sorriu.
E entre elas, havia aquele alívio não dito pairando no ar: Pelo menos, se algo acontecesse ao velho, o sangue dele não estaria nas mãos delas.
.......
Uma hora de cirurgia.
Os sinais vitais do homem ainda pareciam estáveis. Até agora, Lyri