Jheniffer, Apollo, Helena e Roberto deixaram o aeroporto de Buenos Aires. Um rapaz erguia um cartaz, com o logotipo da fundação Hermann e o nome de Apollo.- Olha, Apollo. Bianca enviou um motorista para nos pegar.Apontou Jheniffer ao rapaz. Eles foram até o rapaz.- Boa noite. Sou Apollo, o CEO da Hermann.- Boa noite. Sejam bem vindos. Sou Rodrigues, o motorista. Fui enviado pela presidente Bianca.- Muito obrigado, Rodrigues. Essa é Jheniffer, minha noiva e vice presidente da fundação no Brasil. Esses são os pais dela, Helena e Roberto.- É um prazer conhecê-los. A limusine está aqui em frente, perto da atrasos taxistas.Roberto sentiu-se importante. Jheniffer tirou foto dos pais junto a limusine.- Vão para a resolução da presidente?- Sim, Rodrigues. Ficaremos na mansão, dessa vez. Será melhor assim.- Obrigado, senhor Apollo.Meia hora depois, eles entraram na mansão de Bianca. Rodrigues e o mordomo os ajudaram com as bagagens. - Uau. Que casa linda.- Sim, senhor Roberto. A t
Jheniffer, Apollo, Helena e Roberto levantaram cedo. A governanta chamou Bianca. A presidente desceu, cinco minutos depois.- Bom dia. Porquê madrugaram, não são nem sete horas?Ela beijou Jheniffer e Helena, depois deu um abraço em Apollo e Roberto.- Vamos andar e mostrar Buenos Aires aos pais de Jheniffer.- Tudo bem, Apollo mas devia ter me avisado. Não vão sair antes de tomarem café. Já que não querem um carro da fundação, peguem um dos meus. Aqui estão as chaves do Toyota. Apollo, você conhece o trânsito daqui.- Muito obrigado, Bianca. Espero não ter esquecido. Vamos a Casa Rosada, ao estádio do Boca, ao teatro, zôo e museus. Almoçaremos na Cantina do Pepe, em Santa Lúcia. A tarde, andaremos pelo centro.- Perfeito. Iremos a um restaurante, a noite. O que acham?- Pode ser.- Divirtam-se. Vou voltar pra cama.Após o café, Apollo foi até a garagem. - É um carro lindo, Apollo.- Era um dos carros preferidos de Consuelo, Jheniffer. Tem um motor potente e corre bem. Depois você di
Jheniffer, Apollo, Helena e Roberto acordaram às nove horas. Eles foram para um passeio de três horas a cavalo, com dois guias do hotel. Uma paisagem linda, de tirar o fôlego. Após o almoço, numa pousada, eles fizeram um passeio de barco no lago. Era tarde quando retornaram ao hotel.- Bariloche é linda. Eu achava que só tinha neve.- Eu também, papai. Há campos belíssimos, lagos, cachoeiras e as montanhas. Eu moraria aqui tranquilamente.Disse Jheniffer ao pai.- Você disse a mesma coisa quando estava em Nova York.Ela beliscou o braço de Apollo.- Tudo muito lindo mas não há lugar igual ao Brasil. A gente tem que viajar muito pra dar valor ao nosso chão, a terrinha.- Isso mesmo, filha. Concordo.Disse Helena, feliz. Apollo e Roberto foram curtir um pouco a sauna do hotel, enquanto Jheniffer e a mãe quiseram receber uma massagem relaxante. A noite chegou. Eles se prepararam para o jantar na residência de Emiliano e Angelina. A limusine estava a espera deles, em frente ao hotel.- Co
São Paulo, inverno brasileiro.- Hora de voltar a realidade, bebê.Jheniffer saiu da cama, dando as costas para Bruno, o rapaz de ombros largos e abdômen trincado, esparramado na cama. Ele admirou o corpo dela. Uma perfeição. Uma grande tatuagem se destacava nas costas da moça. - Linda essa tattoo. O que significa?Ela se virou.- É um nó celta, um amuleto. Significa trindade, unidade e eternidade.- Que profundo.Ele abraçou o travesseiro.- Quero fazer um mantra no braço direito, Bruninho.Jheniffer esvaziou a taça de champanhe. Em seguida, vestiu a lingerie preta.-Seria capaz de ficar a vida inteira aqui, Jheniffer.Ela sorriu.- A vida não é só prazer e glamour.- Seus treinos têm dado resultado. Você está com um corpo incrível.- Sei disso. Você não é o único que repara. Tenho que voltar ao trabalho. Vou passar no fórum pra recolher uns documentos.Ela sentou-se na cama pra calçar as sandálias. Bruno a abraçou.- Foi mara. Teremos um replay?Ela colocou o relógio, a pulseira e
- Sou Alfredo Nascimento, advogado e fiscal do concurso. Que Deus lhe dê em dobro o que fez por mim.Jheniffer estendeu a mão.- Amém. Prazer, sou Jheniffer Stuart, estudante de Direito e, se passar nessa prova, talvez uma funcionária do INSS.Nascimento riu. Ela bateu no ombro dele com a palma da mão, uma de suas manias.- Pode rir. Sei que meu nome remete a personagens de livros de romance americano ou daquelas séries policiais. Acho que foi de onde meus pais tiraram meu nome.- É um nome forte, diferente. Você se expressa muito bem. Já comprovei que é uma pessoa gentil e bondosa. Trabalha onde?-Era garçonete mas fiz um acordo. Forneci o traseiro, a empresa forneceu o pé. Fui despedida por me atrasar. Estou desempregada. Preciso de um emprego pra ajudar meus pais a pagarem minha facul.Nascimento tirou um cartão do bolso.- Nascimento e Gomes Advocacia. Passe lá, na segunda feira. Temos uma vaga de secretária, se quiser. Poderá também me auxiliar nos processos. Ela tremia ao pegar
- Terminei minha rotina, Stefany. Faria uma aula de pilates, se não tivesse que pousar no hospital, como acompanhante do Nascimento.Como de praxe, o movimento da academia aumentou no fim da tarde. Jheniffer e Stefany foram até a área das bicicletas ergométricas.- Vamos pedalar um pouco. Apreciar o movimento e a música.- Você quer dizer paquerar.- Isso, Stefany. Ver se tem carne nova no açougue. Um boy magia ou um novinho.- Esse é o horário dos bombados. Disfarça, Stefany. Tem três deles nos secando, na prancha abdominal. Melhor olhar para a recepção. O próximo que entrar, é seu. Se for um gato, é meu.Stefany lidava bem com o fato dos rapazes terem mais olhos pra Jheniffer, que realmente era linda e chamava muito a atenção.- Jheniffer, você é terrível. Passa o rodo geral. Tirando os instrutores, que são gays por imposição do Michel, todos pagam pau pra você.- Esqueceu das mulheres. Não é minha praia mas respeito. Por enquanto, não.- Olha. Novidade isso. Ficaria com outra mul
Tempo depois, após um banho e um lanche rápido, Jheniffer chegou ao hospital Redenção. Preferiu ir num carro de aplicativo, pra não ter que deixar o seu veículo na rua. Estava de tênis, calça jeans e camiseta. Tinha uma sacola com cobertor e toalha de rosto. Levou um livro, maçãs, uma caixa de bombons e duas tupperwares. Numa delas, torradas com geléia de mirtilo. Noutra, frango grelhado com batata doce e quinoa.- Marcela. Cheguei.Ela abraçou a esposa de Nascimento, na recepção do hospital.- Que bom que veio, Jheniffer. Fred, meu sobrinho, ficou com ele um pouco. Nascimento ainda está dormindo. Já está no quarto, o que é ótimo. Eu entrei pra vê-lo, rapidinho.- Está bem. Que boa notícia. Ele vai se recuperar. Vim de máscara contra o Covid19, ainda que as medidas de proteção tenham diminuído, estamos num hospital. Trouxe até meu álcool gel. Eu assumo o turno da noite. Precisarei de carona, amanhã cedo.- Sem problemas. Eu virei, às seis da manhã, na troca de turno. Eu a levarei, c
Jheniffer devolvia os halteres aos seus lugares quando Apollo se aproximou.- Boa tarde. Vou ajudá-la.Ela sorriu.- Enfim um cavaleiro. Muito obrigada. Sou Jheniffer.- Prazer. Sou Apollo Hermann. O instrutor Maurício me mandou para o Full Body.Jheniffer o mediu da cabeça aos pés. - Full Body é para iniciantes. Você tem um corpo perfeito. Com todo respeito.- Acha mesmo? Deve ser porquê sou novato aqui, que me colocaram na iniciação. Estava afastado dos treinos.Ela mordiscou o lábio inferior. Apollo tinha dois olhos verdes, incrustados como jóias naquele rosto másculo. A barba por fazer. Ele guardou o último peso, erguendo os braços e evidenciando as veias saltadas deles. O olhar dela passeou, das coxas grossas e torneadas ao peitoral, sua parte preferida na anatomia masculina. - Terei que dobrar minha carga de exercícios para que meu coração suporte sua beleza.- Essa cantada de academia é velha, Apollo. Vou encarar como elogio.- Me desculpa. Sua beleza é desconcertante. Ele e