— Pode deixar comigo.
— Sabia que podia confiar em você!
A ligação terminou.
Dentro do carro, o silêncio se instalou. Olhei para Henrique, que
permanecia olhando fixamente para a frente.
— Tá bravo?
— Não.
— Tá mentindo.
— Um pouco.
Segurei a risada, ajeitando-me no banco.
— Foi sem querer.
— Não foi.
— Não foi mesmo — admiti.
Ele finalmente virou para mim.
— Você marcou um almoço na casa da minha avó sem me perguntar.
Pensei por dois segundos antes de usar minha melhor arma:
— Mas ela parecia