POV Heitor Montenegro
Andei pelo corredor, chutando um vaso vazio. As mensagens ainda vibravam no celular. Mas agora eu não lia. Só sentia o pulsar do sangue nas têmporas, quente, pulsante, como uma sirene dentro da cabeça.
Célia me seguiu, falando baixo, como se estivesse tentando domar um animal selvagem.
— Precisamos pensar. Com frieza.
Parei no pé da escada. Olhei pra ela. O rosto duro, os lábios tremendo, mas os olhos... os olhos ainda faziam cálculos.
— Ela acabou com a nossa imagem, mãe.