O quarto para onde fui levada não parecia uma cela de prisão, e isso me irritava ainda mais, era um espaço imenso, decorado em tons de creme, dourado e madeira nobre, no centro, uma cama king-size com lençóis de seda parecia um convite ao luxo, mas o ar ali dentro continuava pesado. Assim que a porta foi trancada por fora, corri até a varanda, as portas de vidro duplo se abriram para a noite fria da Itália, olhei para baixo: uma queda de pelo menos quatro andares direto para o pátio de pedra, vigiado por homens armados que perambulavam com cães de guarda. Fugir pulando não era uma opção, eu morreria na queda ou seria baleada antes de tocar o chão. — Droga... — murmurei, apoiando as mãos na amurada de mármore e respirando fundo. O som da fechadura estalando me fez girar nos calcanhares, eu me preparei para o confronto, esperando Dante, mas quem entrou foi uma senhora de cabelos grisalhos, usando um avental impecável e carregando um vestido em um cabide alto, atrás dela, duas garota
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