— Filha.Amália não conseguia respirar.Madalena segurou seu braço.— Não entre.— É meu pai.— Justamente por isso.A voz tornou a ecoar pelo corredor.— Amália, venha até mim.Helena olhou para a mãe.— Quem é ele?Amália permaneceu diante da porta, paralisada.— Bento Nogueira.Laura abraçou o bebê.— O homem que vive no arquivo?Madalena assentiu.— O pai de Amália.Dário aproximou-se.— Todos acreditavam que Bento havia morrido.— Artur fez todos acreditarem — respondeu Madalena. — Mas ele nunca morreu.Amália entrou no arquivo.Helena a seguiu, acompanhada por Alexandre, Dário e Augusto. O corredor descia em espiral, iluminado por pequenas lâmpadas presas às paredes. O ar era frio e cheirava a papel envelhecido.No fim da escada havia uma sala circular.As paredes estavam cobertas por prateleiras. Caixas, livros e envelopes preenchiam cada espaço. No centro, sentado diante de uma mesa, estava um homem muito idoso, com os cabelos completamente brancos.Bento Nogueira.Ele segurav
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