A figura permaneceu entre as ruínas.A fumaça se movia ao redor dela, revelando e escondendo seu rosto. Artur estava ao seu lado, segurando-lhe o braço. Não parecia ameaçá-la. Parecia protegê-la.Alexandre deu um passo.— Mãe?A mulher ergueu os olhos.Seu rosto era mais velho que na fotografia, mas não havia dúvida. Os olhos eram os mesmos.Ela levou a mão à boca.— Alexandre…O som do nome fez o rapaz parar.Helena segurou seu braço.— Não vá sozinho.Artur sorriu.— Ele sempre foi impulsivo.— Solte-a — Alexandre ordenou.— Você ainda dá ordens como se soubesse quem é.A mulher se afastou dele.— Não o escute.Artur apertou seu braço.— Você prometeu não falar.— Prometi porque tinha medo.— E continua tendo.— Não de você.O rosto de Artur endureceu.Dário avançou.— Quem é ela?A mulher olhou para ele.— Meu nome é Lúcia Avelar.Isadora ficou pálida.— Avelar?— Eu sou irmã de Elisa.Isadora cambaleou.— Minha tia.Lúcia assentiu.— Sua mãe me entregou Alexandre quando ele nasceu
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