Pela primeira vez em dias, Alina riu.Não muito.Mas riu.As semanas seguintes passaram de forma estranha.A dor não sumiu. Mudou de lugar.Às vezes, acordava e esquecia por três segundos. Depois lembrava de Damon dizendo que ela fora um erro.Às vezes, via um homem de terno escuro pela rua e o coração disparava.Às vezes, sentia raiva de Helena com tanta força que queria ligar e gritar. Depois ouvia a gravação e lembrava da voz da mãe dizendo que não sabia se conseguiria sair de casa.Às vezes, pensava em Damon no chão do quarto de Amara, segurando a foto quebrada.Então lembrava dele diante de Celeste, escolhendo a crueldade.Essa lembrança salvava.Quase sempre.No décimo nono dia, Alina acordou enjoada.No início, pensou que fosse o café da padaria. Ou o estresse. Ou a falta de sono. Vomitou uma vez no banheiro, lavou o rosto e foi trabalhar.No vigésimo dia, o enjoo voltou.No vigésimo primeiro, o cheiro de pão quente, que antes a confortava, fez seu estômago virar.Dona Íris a o
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