Elias respondeu:— Aqui dentro pode ter armadilha demais.Rafael assentiu.— Pode. Mas eu já estou velho para correr. Se quisessem me matar, teriam conseguido antes de vocês chegarem.Damon observou a estrada.— Não subestime Celeste.Rafael riu, amargo.— Menino, eu subestimei aquela mulher uma vez. Foi quando achei que ela amava Amara mais do que odiava perder poder.Damon ficou rígido.Alina sentiu o peso da frase.Entraram.O galpão era escuro, cheirava a madeira úmida e óleo antigo. Havia caixas, ferramentas, uma mesa no centro e uma lâmpada pendurada por um fio. Rafael acendeu a luz. Ela piscou antes de firmar.Alina ficou perto da porta.Elias percebeu e ficou perto dela.Damon percebeu os dois.O rosto dele fechou, mas ele não disse nada.Bom.Talvez estivesse aprendendo que ciúme, naquele contexto, era luxo de homens sem vergonha.Rafael colocou uma pasta sobre a mesa.— Eu fui segurança dos Valmont por dezoito anos. Antes disso, motorista de Helena quando ela ainda usava o n
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