Elias não perguntou nada quando ela entrou no escritório.
Essa foi a primeira bondade.
Ele estava em pé perto da janela, camisa amassada, gravata frouxa, olhos fundos de quem tinha passado a noite trabalhando. Ao ver a mala na mão dela e o rosto sem cor, abriu a porta da sala privada e apenas disse:
— Entra.
Alina entrou.
A sala cheirava a café, papel e madeira clara. Não havia luxo ofensivo. Não havia retratos ancestrais. Havia pastas, livros jurídicos, uma planta quase morta e uma pilha de pr