As cartas estavam amarradas com fita azul. O gravador permanecia sem bateria. Havia também um chaveiro com o símbolo de uma fonte e três fotografias menores. Em uma delas, Helena e Amara apareciam ao lado de uma terceira mulher, a mesma da foto de Damon: cabelo claro, expressão séria, pasta contra o peito.Alina virou a fotografia.No verso, uma letra diferente dizia:Lúcia Moreau insistiu que guardássemos cópias. Se uma cair, as outras falam.Lúcia Moreau.A mãe de Elias.Alina sentiu um arrepio subir pelos braços.As mães não tinham apenas se conhecido.Tinham se organizado.Contra quem?Victor?Celeste?Os dois?A campainha tocou.Alina fechou a caixa com força.Não foi até a porta de imediato. Pegou uma faca pequena na cozinha, mais por instinto do que por coragem, e caminhou devagar.— Quem é?— Sou eu — disse Elias.A voz dele veio cansada, tensa, familiar.Alina abriu.Elias Moreau entrou rápido, olhando primeiro para o rosto dela, depois para os pulsos, o pescoço, as mãos. Com
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