O jantar prosseguiu sob o brilho dos lustres de cristal e a imponência do salão de banquetes dos Falconi. A mesa, fartamente posta com pratos da autêntica culinária calabresa e vinhos safra especial, servia de cenário para uma conversa que, à primeira vista, parecia ser apenas sobre etiqueta e eventos sociais, mas que carregava o peso das tradições de uma das famílias mais poderosas da Itália.Manuela estava sentada entre Gemma, a matriarca da casa e esposa de Felipo, e a tia Francesca — esposa do irmão de Felipo, Vitório. Clara completava o quarteto feminino daquela ponta da mesa.Gemma era a imagem perfeita da elegância italiana refinada: cabelos impecavelmente alinhados, joias discretas mas de valor incalculável, e uma postura rígida de quem aprendera a governar os bastidores da máfia ao lado do marido. Francesca, por sua vez, trazia uma energia um pouco mais calorosa, porém não menos imponente.— A sociedade na Calábria exige postura, minha querida — explicava Gemma, cortando deli
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