A luz branca do hospital doía nos olhos. Ou talvez fosse o fato de estar voltando do limbo, das sombras onde flutuei por dias intermináveis, sem sonhos, sem memórias, sem dor.Dorian.Meu nome veio primeiro. Depois, a sensação de um corpo estranho - braços dormentes, pernas pesadas, a cabeça latejando como se tivesse sido aberta e remendada às pressas.— Ele está acordando! — Uma voz feminina, familiar, cortou o silêncio branco.Sarah.Seu rosto apareceu acima do meu, manchado de lágrimas, os olhos vermelhos e inchados. Ela segurava minha mão com tanta força que eu podia sentir cada osso de seus dedos.— Dorian? Você consegue me ouvir?Tentei falar, mas minha garganta estava seca como papel. Alguém, uma enfermeira, aproximou um copo com água e um canudo. Bebi em pequenos goles, sentindo o líquido frio descer como um alívio.— O que... — Minha voz saiu baixa, um som áspero, irreconhecível. — O que aconteceu?Sarah e a enfermeira trocaram olhares. Foi a enfermeira quem respondeu, profis
Leer más