O silêncio do escritório era minha única companhia verdadeira.
As prateleiras de livros que antes me traziam prazer agora eram apenas objetos decorativos, testemunhas mudas de um homem que um dia amou a literatura e agora mal conseguia ler um parágrafo sem que sua mente vagasse para o vazio.
Dorian. Eu ainda era Dorian Caine, pelo menos no papel. Professor afastado, consultor editorial, homem casado tentando reconstruir ruínas.
Mas as ruínas eram todas minhas.
Sarah e eu vivíamos como estranhos