O dinheiro que Gael tinha arrancado do bolso do segurança morto no porão e o maço de notas que estava no porta-luvas do SUV blindado somavam pouco mais de quarenta mil reais. Em notas sujas, amassadas e manchadas de sangue na lateral.Para a Isadora de três dias atrás, quarenta mil reais não pagariam nem o bufê do casamento que eu estava planejando. Para a Isadora sentada no chão de cimento do desmanche, aquele maço de papel era munição."A polícia vai caçar o seu rosto em cada câmera de segurança da cidade", Gael disse, encostado na parede de tijolos, tragando o último terço do seu cigarro vagabundo. "Eles vão procurar uma herdeira assustada, de cabelo longo, chorando pelos cantos. Vão bater nos hospitais, nas rodoviárias e nos hotéis de luxo.""Então nós vamos dar exatamente o oposto a eles", eu respondi.Usei uma parte do dinheiro naquela mesma tarde. Enquanto eu fiquei trancada no galpão, desenhando as rotas de fuga do nosso plano, Gael saiu. Ele caminhou pelas vielas da zona lest
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