O vento cortante a cinquenta andares de altura cheirava a ozônio e chuva iminente. Mas nós mal tivemos a chance de respirar o ar da liberdade.
Dei exatamente três passos sobre a passarela de aço industrial suspensa sobre o abismo de São Paulo. O meu salto agulha ecoou no metal frio. Gael vinha logo atrás de mim, o braço esquerdo manchado de sangue pendendo inútil, o direito segurando a pistola 9mm.
Então, a noite explodiu em luz.
Um holofote antiaéreo, cegante e branco como um sol artificial, a