Maya narrandoA noite caiu sobre Manhattan, trazendo um manto de estrelas que brilha através dos imensos painéis de vidro da cobertura. Pela primeira vez em três meses, o silêncio do quarto não me parece sufocante, mas sim um refúgio. O sutil sorriso que dei pela manhã na sala, enquanto assistia ao Arthur comandar o fogão, abriu uma fresta na armadura de gelo que eu havia construído ao meu redor. O almoço que ele preparou com tanto cuidado parece ter devolvido alguma vida às minhas veias, e Arthur, com a sua paranoia possessiva de sempre, não deixou essa oportunidade escapar.Ele organizou um jantar à luz de velas na própria suíte para celebrarmos a minha pequena vitória de ter saído da cama. Não houve garçons, nem enfermeiras no lugar; apenas ele, servindo-me com aquela delicadeza que ainda me causa uma doçura triste no peito.Agora, estamos deitados na imensa cama. Estou vestindo um pijama de seda macio, e Arthur está ao meu lado, sem camisa, o peito largo servindo de apoio para a m
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