O celular de Charlotte vibrou sobre o mármore da bancada da cozinha, quebrando o silêncio que se instalara na casa após ela ter descido correndo do quarto. Na tela, o nome de Clara brilhava. Charlotte respirou fundo e atendeu, grata pela distração.
— Clara? Oi!
— Charlie! Pelo amor de Deus, até que enfim! — a voz da amiga ecoou do outro lado da linha, cheia de preocupação.
— Como você está com tudo isso? O funeral... Tentei falar com você ontem o dia todo, meu chefe odioso! Não me deixou