Nem mesmo George, com quem viveu anos na capital, sabia da existência desse lado de Charlotte. Clara sabia que ela escrevia, mas a amiga sempre ficou na ignorância, respeitando o pedido dela de não mostrar sua literatura. Vale dos Cedros era uma cidade pequena, de costumes tradicionais e línguas afiadas. Se aquelas páginas vazassem, ela seria rotulada como uma pervertida antes do amanhecer. Sua reputação, o nome da pousada e o legado de sua avó seriam arrastados pela lama das fofocas locais.— Você não faria isso... — ela sussurrou, a voz trêmula de pânico. O sorriso dele, apertou as entranhas de Charlotte.— Você não seria tão baixo.— Não subestime o que eu sou capaz de fazer, Charlie — Logan disse, olhando para ela quando o carro parou no sinal vermelho, a expressão implacável, parecia uma máscara do homem de negócios, assumindo o controle total de suas feições de repente, havia a uma determinação fria. — Eu vou fazer o que for preciso.— Isso é chantagem! — ela cuspiu, furiosa
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