O toque estridente do celular sobre a mesa cortou o início da manhã como uma lâmina fria. Charlotte sobressaltou-se, depositando a xícara de café com os dedos trêmulos. Ela atendeu com a voz contida:
— Alô?
— Bom dia, senhorita Charlotte. Aqui é o agente funerário. Estamos ligando para avisar que todos os trâmites foram concluídos e a preparação está finalizada. O sepultamento da dona Luiza está agendado para as quatorze horas, no Cemitério.
— Duas da tarde... Entendido. Estarei lá — ela