Diana Cross Despertei sentindo o meu corpo absurdamente pesado, como se estivesse sob o efeito de uma anestesia profunda. Um gosto amargo e ácido impregnava a minha boca, tornando o simples ato de engolir uma tarefa difícil. Antes mesmo de abrir os olhos, o cheiro forte de éter e de produtos de limpeza hospitalares invadiu minhas narinas. Tentei forçar a mente a se lembrar de onde eu poderia estar e, em um flash, as imagens de antes de perder os sentidos voltaram. Abri os olhos devagar, piscando várias vezes contra a claridade forte e incômoda do quarto. De início, a minha visão estava completamente embaçada, mas logo o cenário foi ficando nítido diante de mim. Foquei na silhueta de um homem imponente, um verdadeiro modelo de perfeição masculina, escorado contra a janela de vidro. Ele estava de costas para a maca, com os braços cruzados, observando o movimento da cidade lá fora com uma postura rígida. Como se sentisse fisicamente que estava sendo observado, ele se virou de fo
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