LADY DY — A Paixão Misteriosa do CEO
LADY DY — A Paixão Misteriosa do CEO
Por: Mitha Souza
Capítulo Um — O Baile

Diana Cross

O salão ainda não estava tão cheio.

Havia pessoas fantasiadas por todos os lados e eu estava tremendo.

Sabia que cometia a maior loucura da minha vida, algo que poderia custar o meu emprego.

Mas eu precisava fazer aquilo. Por mim.

Precisava de algo que me permitisse, um dia, dizer a mim mesma que vivi uma loucura.

E, quem sabe até o fim desta noite, algo intenso. Eu estava fantasiada de viúva negra, à moda do século XIX.

O vestido era de seda negra, com um corpete bem ajustado e decote amplo, deixando os ombros à mostra.

A saia era rodada, com uma cauda curta, coberta por uma camada de tule escuro e rendas finas.

Usava luvas longas de cetim e um véu de renda preso a uma pequena máscara.

As joias de ônix eram discretas: um camafeu na garganta e brincos pequenos que brilhavam quando eu virava o rosto.

Claro que eram bijuterias.

Uma auxiliar da assistente de um executivo da Valmont & Co. jamais usaria peças originais.

Aluguei essa fantasia para combinar com meu momento emocional.

Eu acabara de ficar viúva de um marido vivo.

— Champanhe, senhorita? — um garçom me ofereceu.

Resolvi pegar uma taça. Uma só não me faria mal.

— Obrigada...

Segurei a taça e comecei a caminhar pelo salão amplo.

Sentia meu corpo tremer de nervoso. O que eu estava fazendo ali?

O que conversaria com aquelas pessoas? Eram todos da alta classe.

E eu, apenas uma funcionária de baixo escalão.

— Você me parece um pouco perdida. Está esperando ou procurando alguém?

Que. Voz. Era. Aquela?

Uma figura alta. Corpo exuberante. Um perfume marcante.

Ele estava fantasiado de dominó veneziano.

Por cima da roupa escura e impecável, trazia uma capa longa de seda preta.

O corte simples escondia o resto do traje; luvas pretas e um lenço no pescoço completavam a discrição.

Mas a máscara era impossível de ignorar.

Um dominó negro, liso e bem ajustado ao rosto, com acabamento brilhante nas bordas.

As fitas de cetim deixavam apenas os olhos — frios e atentos — à mostra.

Assustei-me por alguns segundos e, para disfarçar o nervosismo, tomei um gole da bebida.

— Não, senhor... Quero dizer... — Respirei fundo para conter o tremor na voz.

— Não estou perdida e... não espero ninguém.

— Então está sozinha. O que faz uma mulher tão exuberante sozinha numa festa dessas?

— Trabalha para a Valmont & Co.?

— Sim... — Tomei outro gole do champanhe.

Não podia dizer o que fazia na empresa; seria escorraçada se soubessem que eu era uma penetra.

Ele me olhou por alguns segundos. Acho que percebeu meu nervosismo.

Droga! Vou ser descoberta.

— A moça sozinha que não está esperando ninguém me concede uma dança?

Ele segurou minha mão, e agradeci mentalmente por estar usando luvas.

Caso contrário, ele perceberia como minhas mãos estavam geladas e suadas.

— Sim... — Eu parecia uma idiota, respondendo apenas com monossílabos.

Dei-me conta de que me exporia se começasse a falar.

Achei que entraria ali e sairia sem ser notada em meio a tantas pessoas.

Eu só queria fazer uma loucura. Sentir-me viva de novo.

Ele me guiou até o salão onde tocava uma valsa lenta.

Daquelas que parecem feitas sob medida para atrasar o tempo.

Os pares giravam com cuidado, muito próximos, e o brilho dos candelabros riscava a seda e o veludo.

Quando ele me tomou pela cintura, foi como se um choque elétrico percorresse meu corpo.

A mão enluvada, firme nas minhas costas, conduziu-me sem pressa.

Tive que levantar o queixo para acompanhar o ritmo.

Não queria mostrar, de jeito nenhum, o quanto aquele simples toque me desarmava.

Giramos. A saia pesada roçou nas pernas dele.

A cada volta, seu perfume amadeirado se misturava ao meu, tomando conta do espaço entre nós.

— Você parece querer fugir — ele murmurou, perto demais para ser apenas educação.

— Talvez eu esteja querendo mesmo fugir... Mas não daqui.

Respondi tentando soar leve, embora minha voz tenha saído baixa.

Os olhos por trás do dominó não desviaram.

Percebi que, ali, entre um passo e outro, a distância que nos restava era quase nenhuma.

Eu já tinha bebido o suficiente para me sentir leve e queria viver aquilo.

Nunca imaginei que seria notada naquela festa, muito menos por um homem como ele.

— Vamos sair daqui.

Ele me tomou pela mão e começou a me conduzir em meio às pessoas.

Passamos por convidados que dançavam ou apenas desfilavam suas vestes e joias elegantes.

— Para onde está me levando, senhor...?

— Para onde possamos estar sozinhos.

Ele me levou até uma escada que dava acesso a uma espécie de subsolo sofisticado.

O lugar tinha várias portas e era iluminado por luzes vermelhas.

Ele escolheu uma das portas, abriu-a e me conduziu para dentro.

O ambiente estava completamente escuro.

Antes que eu pudesse compreender onde estávamos, ele me prensou contra a porta fechada.

Sussurrou, muito perto, no meu ouvido:

— Eu preciso de você.

Ele começou a retirar minha máscara. Tentei evitar, mas ele continuou:

— Não tenha medo. Não vou te fazer nenhum mal, nada que você não queira.

Percebi que ele também tirou a própria máscara.

A escuridão não permitia que eu enxergasse suas feições.

Mas o perfume e a urgência que ele demonstrava tiraram-me a capacidade de pensar.

As taças de champanhe também faziam seu efeito. Meu Deus! O que eu estou fazendo?

— Seu perfume está me deixando louco...

Ele cheirou meu pescoço e ombros, passando a ponta da língua pela minha pele.

— O quanto você bebeu?

— Não quero fazer nada que você não esteja ciente ou desejando também.

— Eu... não estou bêbada — consegui falar.

Foi a última coisa antes que ele tomasse minha boca com uma urgência avassaladora.

Era um beijo quente, uma intensidade que nem eu sabia que sentia.

Nossas línguas duelavam como se uma desejasse consumir a outra.

Seus lábios macios eram uma delícia de provar.

— Quem é você? De onde você saiu? — perguntou entre os lábios.

Ele tentava abrir o zíper do meu corpete e me beijar ao mesmo tempo.

— Quantos maridos você já matou com esse perfume e essa pele tão quente, macia e cheirosa?

— Nenhum até agora...

Ele conseguiu abrir o fecho e desceu o corpete, expondo meus seios.

Passou a devorar meus mamilos com uma fome desenfreada. Senti meu corpo esquentar como nunca na vida.

Meu sexo latejava, molhado. Muito molhado. Senti a umidade quente descer pelas minhas pernas.

Enquanto continuava sugando meus seios, ele desceu o restante do vestido. Eu mal sabia como reagir diante de tanta intensidade.

Ele se afastou um pouco e percebi que tirava algumas peças da própria roupa. Mantinha-se muito próximo, como se tivesse medo de que eu fugisse.

Quando colou seu corpo ao meu novamente, senti sua pele quente. Notei que ele estava completamente sem camisa. Pele com pele.

Nossas bocas se uniram outra vez em um beijo profundo, pornográfico. Se ele era capaz de beijar assim, imaginei o que faria na cama.

— Eu preciso saber qual é o seu gosto — ele disse, abaixando-se diante de mim.

— O quê? — Meu Deus, ele vai fazer o que estou pensando?

— O que você vai fazer?

— Eu vou devorar você, viúva misteriosa.

De joelhos, senti-o cheirar meu sexo, subindo pela minha virilha. Ele me tocou com os dedos e eu já não era mais dona de mim.

— Olha como você está... Toda molhada. Muito molhada.

Foi aí que me perdi por completo.

Ele baixou minha calcinha e colocou minha perna direita sobre seu ombro largo. Então, ele caiu de boca em mim.

Esfomeado, sugou meu clitóris como se provasse uma fruta suculenta. Lambeu o líquido intenso que escorria pela minha excitação.

Ouvi seus gemidos contidos de prazer misturarem-se aos meus. E os meus já não eram nem um pouco contidos.

Era prazer demais. Nunca havia sentido aquilo na vida. Nunca tinha sido devorada daquela forma.

— Quero que goze na minha boca — ordenou.

O som estalado de sua boca de encontro à minha buceta era extremamente excitante.

Não consegui mais me segurar.

— Eu vou gozar... Ah...

Então veio a explosão de um prazer jamais experimentado.

Meu corpo todo tremeu e me segurei firme em seus cabelos. Ele continuava sugando meu clitóris sem qualquer misericórdia.

— Agora eu quero sentir você.

Ele ficou de pé e me beijou novamente, sedento.

Era indescritível sentir meu próprio gosto na boca dele. Senti seu membro duro encostar no meu ventre e me assustei.

Percebi o quanto ele era grande. Ele me ergueu pelos quadris, apoiando meu corpo contra a parede.

Senti quando ele se encaixou e se preparou para me penetrar. Eu estava agarrada àqueles ombros largos e maravilhosos.

— Camisinha... — lembrei, tentando recuperar um mínimo de juízo.

— Eu já coloquei, não se preocupe.

Então ele me penetrou. Foi lento no início, me preenchendo por inteiro.

Mas, ao me ouvir gemer com a invasão, ele não suportou.

Com um rugido quase animal, iniciou estocadas fortes e intensas.

— Caralho, que mulher gostosa! — arfou contra meu pescoço.

Ele metia em um ritmo tortuoso, que alternava entre foder rápido e descer profundo.

— Quero que goze de novo, mulher.

— Seus gemidos me enlouquecem... Goze!

Ele ordenou e eu obedeci, perdendo o controle do meu próprio corpo.

Joguei-me de cabeça naquele precipício de sensações.

— Puta que pariu... Eu vou gozar...

Ele tomou minha boca de assalto, chupando minha língua.

— Que delícia de caralho!

Jogou a cabeça para trás e ouvi seu urro contido.

Foi um orgasmo violento que o deixou inteiramente trêmulo. 

Ficamos ali por alguns minutos, em total exaustão.

Ele ainda me sustentava no alto, com minhas pernas ao redor de seus quadris.

Corações acelerados, corpos cobertos de suor. Sua cabeça descansou no meu ombro, pesada.

Em silêncio, restaram apenas nossas respirações e batimentos cardíacos ecoando.

— Vou até o banheiro tirar a camisinha.

— Volto para te ajudar a se vestir e conversarmos. Ele me colocou no chão com cuidado e se afastou.

Quando abriu a porta do banheiro, a iluminação permitiu que eu visse suas costas. Constatei o quanto ele era um homem grande, forte e bonito.

Fiquei ali sozinha, processando o que acabara de fazer. Se eu queria uma aventura, tinha acabado de viver a maior delas.

Agora eu precisava pensar em como sair dali. Aquele homem podia ser um empresário importante em negócios com a Valmont & Co.

Eu era apenas uma auxiliar de secretária insignificante que entrara de penetra. Se me descobrissem, perderia o emprego no mesmo instante.

Eu não podia me dar ao luxo de voltar para o lugar de onde saí. Foi maravilhoso, mas a Cinderela precisava ir embora antes da meia-noite.

Comecei a me vestir às pressas, ajeitando o vestido de qualquer maneira. Não podia esquecer a máscara. Onde estava?

Tateando no escuro, encontrei uma no chão, mas notei que não era a minha. Era o dominó dele. Eu não tinha tempo para procurar mais.

Saí do quarto correndo, usando a máscara dele para cobrir meu rosto. Precisava ir embora o mais rápido possível antes que me descobrissem.

Guardaria as lembranças daquela noite louca. E daquele deus grego que me fizera sentir o maior prazer da minha vida.

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