O romance entre Pedro e Ana se intensificava a cada dia, como o sol do interior que aquecia a terra devagar. Eles ainda dormiam em quartos separados, uma escolha tácita para não apressar o que sentiam, para saborear o desejo que crescia como uma chama baixa, pronta para explodir. Ana, virgem e inocente, nunca tocada por outro homem, descobria aos poucos o fogo que Pedro acendia nela com olhares, toques e palavras sussurradas.Ele a chamava de "minha menina" com uma voz rouca que a fazia tremer por dentro, e cada vez que o fazia, o ar entre eles ficava carregado de tesão contido, um desejo que os deixava por um fio, respirando pesado, mas parando sempre antes do ponto sem volta. Os amassos se tornavam mais frequentes, mais ousados, roubados em momentos inesperados.Certa manhã, após colherem frutas no pomar, o suor colando as roupas ao corpo, o cheiro doce das frutas no cesto, misturado ao aroma natural da pele com um leve toque de sabonete, Pedro a encostou contra o tronco da mangueir
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