O romance entre Pedro e Ana se intensificava a cada dia, como o sol do interior que aquecia a terra devagar. Eles ainda dormiam em quartos separados, uma escolha tácita para não apressar o que sentiam, para saborear o desejo que crescia como uma chama baixa, pronta para explodir. Ana, virgem e inocente, nunca tocada por outro homem, descobria aos poucos o fogo que Pedro acendia nela com olhares, toques e palavras sussurradas.
Ele a chamava de "minha menina" com uma voz rouca que a fazia tremer