O retorno à fazenda aconteceu já de noite. A camionete sacolejava pela estrada de terra, os faróis iluminava as poças d'água que refletiam o céu escuro. Ana estava quieta no banco do passageiro, a cabeça encostada no vidro, ainda processando o reencontro com o pai. Pedro dirigia em silêncio, mas com a mão direita pousada na coxa dela, um toque simples que dizia “estou aqui”. O rádio tocava baixo, uma música sertaneja antiga que nenhum dos dois prestava muita atenção.
Quando chegaram à porteira,