De algo mais profundo.Ele estava recusando não por rejeição.Mas por cuidado.Dante voltou ao sofá, pegou a arma e a colocou perto de si.Sofia deitou-se lentamente, ainda tremendo por dentro.Virou de lado, de costas para ele, segurando a manta até o queixo.Por muito tempo, permaneceu acordada.Sabia que Dante também.Entre eles, havia uma distância de poucos metros.Parecia um abismo.Parecia uma promessa.Em algum momento da madrugada, Sofia finalmente adormeceu.Dante não.Ficou sentado no sofá, observando as câmeras, a arma ao alcance da mão, a fita azul da mãe no bolso e a lembrança do toque de Sofia queimando em seu rosto.Ele havia enfrentado guerras sem hesitar.Havia ordenado mortes sem perder o sono.Havia enterrado a própria juventude no jardim de inverno e seguido em frente como se nada dentro dele tivesse restado.Mas Sofia Ricci, dormindo a poucos metros dele, com o luto ainda úmido nos olhos e coragem demais para a própria segurança, estava fazendo algo que nenhum in
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