— Ainda não sei.Amira não insistiu.Samira voltou-se para a noite.Em algum lugar da cidade, Layla provavelmente também estava acordada, arrependida, assustada, talvez ainda tocando os lábios.Samira quis odiá-la.Quis mesmo.Mas, no fundo, odiava mais Zayn por ter feito as duas se verem como inimigas diante de um desejo que ele não soube enterrar.A primeira esposa fechou os olhos.O beijo proibido ainda não era público.Mas já existia.E, no palácio, tudo que existia em segredo começava a apodrecer antes de ser revelado.Layla acordou com gosto de culpa na boca.Não era metáfora.Havia uma sensação real em seus lábios, uma memória física que nem a água, nem o chá de hortelã, nem a noite maldormida tinham conseguido apagar. O beijo de Zayn permanecia ali, vivo, quente, indecente. Como se tivesse deixado uma marca que não se via no espelho, mas que ela sentia toda vez que respirava.A primeira coisa que fez ao abrir os olhos foi tocar a boca.A segunda foi odiar-se por isso.Sentou-s
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