Layla leu uma vez.
Depois outra.
A cada linha, a raiva subia.
Não como fogo.
Como maré.
Samira puxou o cartão da mão dela e leu.
— Meu Deus.
Layla fechou os dedos ao redor da chave até sentir a borda marcar a pele.
— Ele comprou um esconderijo para mim.
— Talvez ele ache que está ajudando.
— Eu sei que ele acha.
— Isso não ajuda.
— Não. Torna pior.
Samira devolveu o cartão com cuidado.
— Layla, respira.
— Ele quer me colocar em um apartamento secreto. Com médicos para minha mãe. Dívidas pagas.