Ponto de vista: PamelaAcordei ofegante.O coração martelava no peito como se tivesse corrido uma maratona. Meu corpo estava quente, suado, as coxas apertadas uma contra a outra, a calcinha arruinada — molhada, grudenta, encharcada de um desejo que eu não tinha autorizado. O clitóris ainda latejava, um eco elétrico do que tinha acontecido enquanto eu dormia.A respiração saía curta, irregular. Meus lábios estavam inchados, sensíveis, como se tivessem sido realmente beijados. A pele do pescoço ardia. Os seios doíam. As marcas invisíveis dos dedos dele ainda queimavam nas minhas coxas.Olhei para o lado.Cama vazia.Quarto silencioso.Lucas não estava ali.Claro que não.Foi só um sonho.Um sonho tão vivo, tão intenso, tão real que eu ainda sentia o cheiro amadeirado dele na minha pele. O gosto dele na minha boca. A dor gostosa entre as pernas que nenhum sonho deveria ser capaz de causar.— Meu Deus — sussurrei, a voz saindo falha.Enterrei o rosto no travesseiro de plumas. O cheiro de
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