Michel me buscou às oito em ponto. Quando abri a porta, ele parou por um segundo, admirando-me. Eu havia escolhido um vestido longo vermelho, elegante, com um decote discreto e caimento fluido. Prendi o cabelo em um coque baixo e coloquei os óculos.— Você está… absolutamente linda — disse ele, aproximando-se e me dando um beijo suave nos lábios. — Nervosa?— Muito — confessei, apertando a bolsa.— Eu estou aqui. Não vou te deixar sozinha nem por um segundo.Durante o caminho até a mansão, ele segurava minha mão, tentando me acalmar com carinho.Chegamos. A casa estava toda iluminada. Assim que entramos na sala principal, a família inteira já estava lá. O pai de Michel, Antônio, estava sentado na poltrona principal, imponente. A mãe, Helena, de pé, com um vestido caro. Sofia, a irmã, com um sorriso falso. Eduardo, o irmão, foi o único que se levantou com um sorriso genuíno.— Ravena, seja bem-vinda — disse Eduardo, estendendo a mão. — É um prazer finalmente te conhecer. Meu irmão não
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