Após o expediente, Michel me deixou em casa. O trajeto foi silencioso. Ele tentou puxar conversa algumas vezes, mas respondi com monossílabos. Quando o carro parou em frente ao meu prédio, ele suspirou. — Ravena… a gente conversa depois, tá bom? Não respondi. Peguei minha bolsa e desci. Assim que abri a porta de casa, minha mãe me recebeu com um abraço apertado. — Filha! Que saudade! Conta tudo. Como foram esses dias na casa do Michel? Sentei no sofá com ela. Minha mãe me olhava com olhos curiosos e animados. — Ai, mãe… foi uma loucura. Primeiro ele me encontrou chorando na rodoviária, me levou pra mansão dele. O lugar é enorme, tem piscina, sala de jogos, cinema… Ele foi muito gentil. Me deu um celular novo, me levou pra boate, dançamos, assistimos filme… Mas também teve momentos ruins. — Ruins como? — perguntou ela, franzindo a testa. — Ele me humilhou no escritório por causa de um erro pequeno. Depois recebeu uma ligação de uma mulher chamada Camilla, falou com ela de um je
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