GabrielO ambiente do bar estava barulhento, saturado pelo som de risadas altas, tilintar de copos e uma música ambiente que tentava, sem sucesso, abafar o burburinho das conversas das mesas ao redor. Mas nada disso parecia alcançar a minha mente. Eu estava focado apenas na figura de Tomaz, que acenou para mim assim que me viu cruzar a entrada. Ele apontou com a cabeça para uma mesa mais tranquila, localizada estrategicamente ao fundo do estabelecimento, longe da agitação do balcão principal.Caminhamos até lá em silêncio. Sentamo-nos um de frente para o outro nas cadeiras de madeira escura. O garçom se aproximou quase imediatamente, deixando uma garrafa de cerveja gelada e dois copos sobre a mesa antes de se retirar. Tomaz serviu o próprio copo, deu um gole generoso e depois me encarou com seus olhos atentos, cruzando os braços sobre a mesa.— Certo, Gab. Você parecia prestes a explodir na mensagem — Tomaz começou, com a voz baixa e o tom sério de quem conhece cada uma das minhas exp
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