SamantaNão dava para continuar fingindo que eu queria ter uma conversa fria e racional estando ali, sentada no colo do Lorenzo.A verdade é que a razão me abandonou no exato milissegundo em que minhas pernas se acomodaram sobre as coxas dele e o calor do seu corpo atravessou o tecido das nossas roupas. Já fazia tanto tempo que eu não o sentia daquela forma... Desde que fugi desesperada para a Itália, grávida e destruída, o nosso contato físico havia se tornado uma lembrança distante, dolorosa e quase proibida.Depois do reencontro e do terrível acidente, eu vinha esperando pacientemente pela sua recuperação física. O corpo dele precisava de tempo, as cicatrizes da cirurgia no abdômen ainda eram recentes e, sempre que tínhamos uma aproximação um pouco mais íntima nas últimas semanas, a vida real tratava de nos interromper. Era a Valentina que chorava pedindo mama, ou a Sofia que entrava trazendo fraldas. Mas, desta vez, no silêncio do meu quarto e com a porta trancada, o universo pare
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