SamantaA manhã não pediu licença para começar; ela simplesmente se atropelou em um ritmo frenético e implacável. O sol mal tinha despontado no horizonte e a casa já respirava o caos típico de uma partida definitiva. Malas fechadas se acumulavam no hall de entrada, mas a verdadeira corrida contra o tempo acontecia nos pequenos detalhes.Eu andava de um lado para o outro no quarto da Valentina, checando mentalmente cada item essencial. Bolsa de mão da bebê, mamadeiras esterilizadas, mantas extras, roupinhas de troca rápida para o voo, os documentos, as pomadas... A maternidade me ensinou que viajar com um recém-nascido exige a preparação de uma verdadeira operação de guerra.— Sam, achei essa naninha de urso debaixo do berço! É a favorita dela, né? — Giulia apareceu na porta, afobada, segurando o brinquedo de pano enquanto ajeitava o próprio cabelo atrás da orelha.— Essa mesma! Meu Deus, obrigada, Giulia! Se a Valentina ficasse sem isso no avião, teríamos um colapso durante o voo — re
Ler mais